sexta-feira, 25 de setembro de 2009

O Castelo de Bran

Vocês já ouviram falar no Drácula? Lógico.
Pois é, corre a lenda de que o Castelo de Bran, localizado pelas redondezas da cidade de Braşov, mais especificamente no condado de Bran, teria sido a morada do "rei dos vampiros"... Será?

Você quiz dizer: Castelo do Drácula?
O Castelo de Bran, localizado próximo de Bran (na vizinhança da cidade de Brasov, no condado com o mesmo nome), é um monumento nacional e marco histórico da Romênia. A fortaleza situa-se na fronteira entre a Transilvânia e a Valáquia, pela estrada 73, encravado na floresta no sopé pés dos Cárpatos. Conhecido habitualmente como o "Castelo do Drácula", é promovido como a residência da personagem que dá título ao Drácula de Bram Stoker, obra que conduziu à persistência do mito de que este castelo terá servido, em tempos, de residência ao Príncipe Vlad Tepes, governador da Valáquia.

Atualmente, o castelo alberga um museu aberto ao público, exibindo peças de arte e mobiliário coleccionados pela Rainha Maria. Os turistas podem ver o interior em visitas livres ou guiadas. Ao fundo da colina situa-se um pequeno parque museu ao ar livre, o qual exibe estruturas camponesas tradicionais da Roménia, como cabanas e celeiros, representando todo o país.

História do Castelo do Drácula (quer dizer, do Castelo de Bran)
Cerca de 1212, os cavaleiros da Ordem Teutónica construíram o castelo de madeira de Dietrichstein como uma posição fortificada na região de Ţara Bârsei, à entrada do vale pelo qual os mercadores haviam viajado por mais dum milénio, embora este edifício tenha sido destruído, em 1242, durante a Invasão mongol da Europa. O primeiro documento que menciona o Castelo de Bran é um acto emitido por Luís I da Hungria, datado de 19 de Novembro de 1377, pelo qual o rei concedia aos saxões de Kronstadt (Braşov) o privilégio de construir a cidadela de pedra; a instalação de Bran começou a desenvolver-se na vizinhança. O castelo começou por ser usado na defesa contra o Império Otomano em 1378, e mais tarde tornou-se num posto aduaneiro n passo de montanha entre a Transilvânia e a Valáquia. O castelo pertenceu, por um curto período, a Mircea I da Valáquia. O príncipe Vlad Tepes, apelidado de "o Empalador", que serviu como inspiração histórica para o personagem principal do romance Drácula, do escritor irlandês Bram Stoker, utilizou em várias ocasiões este castelo com fins militares durante o seu reinado, no século XV. Embora Vlad Ţepeş não tenha, de facto, vivido no Castelo de Bran, acredita-se que terá passado dois dias fechado nas masmorras enquanto os otomanos controlavam a Transilvânia. A associação a este governante, aliada às suas torres pontiagudas e à sua localização remota, tem rendido fama ao castelo, uma vez que o local constitui um cenário perfeito para um filme de terror.

A partir de 1920, o castelo tornou-se numa residência real do Reino da Roménia. Foi a residência principal da Rainha Maria da Roménia, sendo amplamente decorado com artefactos da sua época, incluindo mobiliário tradicional e tapeçarias que ela coleccionou para destacar o artesanato e as habilidades romenas. À sua morte, ocorrida em 1938, o castelo foi herdado pela sua filha, a Princesa Ileana da Roménia. Em 1948, já depois do final da Segunda Guerra Mundial e da expulsão da família real da Casa de Hohenzollern-Sigmaringen, o castelo foi ocupado e nacionalizado pelo regime comunista, tendo sido transformado em museu.

Em 2005, o governo romeno fez passar uma lei especial que permitia a restituição dos bens ocupados pelo governo comunista em 1948, como o Castelo de Bran, aos seus legítimos proprietários. No dia 26 de Maio de 2006, a Roménia, agora um estado membro da União Europeia, devolveu a posse do castelo ao Arquiduque Dominic da Áustria, Príncipe da Toscânia, conhecido como Dominic von Habsburg, um arquitecto a residir no Estado de Nova York e filho e herdeiro da Princesa Ileana. Conforme um acordo com o Ministério da Cultura romeno, o Castelo de Bran, o segundo edifício mais visitado pelos turistas do país, logo a seguir ao Castelo de Peles, deverá conservar as funções de museu até 2009.

Em 2007, Dominic von Habsburg colocou o castelo à venda (avaliado pela revista norte-americana Forbes em cento e quarenta milhões de dólares, que o considera como o segundo imóvel mais caro do mundo à venda no mercado), pelo preço de 40 milhões de libras (78 milhões de dólares). No dia 2 de Julho de 2007, Michael Gardner, Presidente e Chefe Executivo da Baytree Capital, a firma de investimento nova-iorquina escolhida para criar um plano para o castelo e vendê-lo, previu que poderia vendê-lo por mais de 135 milhões de dólares, mas acrescentou que Dominic von Habsburg só o venderia a um comprador "que trate a propriedade e a sua história com o respeito apropriado".

Em Setembro de 2007, um comité de investigação do Parlamento da Roménia declarou que a devolução do castelo a Dominic von Habsburg era ilegal, uma vez que violava o direito romeno de propriedade e sucessão. No entanto, em Outubro do mesmo ano, o Tribunal Constitucional da Roménia rejeitou a petição parlamentar na matéria. Adicionalmente, uma comissão de investigação do governo romeno emitiu uma decisão, em Dezembro, reafirmando a validade e legalidade dos procedimentos de restituição, confirmando que a devolução era feita em total conformidade com a lei.

Este artigo foi extraído da Wikipédia! Que coisa mais feia!
Se desejar, leia o original, porque esse foi editado!
http://pt.wikipedia.org/wiki/Castelo_de_Bran

3 comentários:

  1. porque agora , o castelo é chamado (castelo de Bran ) que significado tem o Bran , nomeando o castelo?

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  2. Bran é o nome da comuna onde o castelo se encontra. Agora eu notei um erro na postagem: eu escrevi "condado de Bran", mas o correto é "comuna de Bran". Creio eu que o castelo leva o nome da comuna, embora "Bran" não tenha uma tradução. É apenas um nome próprio, como "João". Agora por que a comuna e o castelo se chamam "Bran", eu não tenho a mínima idéia, mas toda cidade tem uma história, e esse nome provalvelmente tem a ver com a história da Romênia ou daquela região em si.

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  3. o castelo nao deveria pertencer aos Habsburg, esses icones da tirania austriaca! o castelo é da nação romena...

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